| Início das atividades sociais
No ano de 1986, Maurício Le Petit e um pequeno grupo de amigos resolveu promover um Natal melhor para crianças carentes.
Para isso, juntaram esforços e o resultado foi muito interessante, principalmente se for considerado que foi uma ação movida pelo coração.
Optaram por levar tudo para entregar em outra cidade, o que garantiria o desejado anonimato do grupo.
Resolveram que a cidade seria Casa Branca, SP - 250 km ida e volta – seria o ideal. Um amigo emprestou uma perua Kombi, tipo pick-up, que ficou lotada de brinquedos multicoloridos.
Lá chegando, perguntaram por um bairro mais distante e carente. O mesmo senhor foi convidado para ser o Papai Noel.
Na estrada de terra que levava até o local desejado, o Papai Noel começou a tocar o sino, atraindo dezenas de crianças; era dia 25 de Dezembro de 1986.
As crianças gritavam, pulavam e foi preciso muita atenção na condução do veículo para evitar um acidente.
Foi uma festa só, porém um fato chamou a atenção deles; um garoto especial.
Esse garoto tinha características especiais, pois, ele gritava, pulava, e seguiu o carro até mesmo depois de ganhar brinquedos. O que era então “diferente”?
Esse garoto, através de sua alegria e gratidão, “pagou” á todos com sua atitude e palavras. Ele dizia:
“Papai Noel, obrigado! Muito obrigado pelo senhor estar aqui. Obrigado pelos presentes. Obrigado por pensar em nós.”
Esse menino teria aproximados 15 anos, mas comportava-se como se tivesse 8. Ele tinha a pele muito seca, como se fosse escamada, cor moreno-claro, lembrando a cor de... azeitona desbotada. Essa expressão, hoje politicamente errada, surgiu espontaneamente na ocasião, pois era a que mais se aproximava da realidade. A pele parecia “menor que o conteúdo”; mostrava-se esticada demais. Um contra-senso, certamente, pois seca e esticada parece não ter coerência. Mas, era assim. E não era só isso. Ele tinha olhos estranhamente puxados e as orelhas pontudas – isso mesmo: pontudas. Realmente, ele era diferente; visualmente diferente.
Sensibilizado demais pela presença e atitude desse garoto, Maurício parou o carro e foi até ele. O garoto o abraçou com força, o que gerou muita emoção. Foi o que realmente o diferenciou; eles tinham certeza de que ele era MUITO especial. Maurício acredita até hoje que “ele não era deste mundo. No mínimo um “recado” muito especial.”
A partir daí, a cada ano bolavam alguma coisa e criavam meios para conseguir realizar algo que acrescentasse um ponto mais na satisfação de ajudar. Valia á pena.
E assim, ano após ano, eles promoveram ações sociais “organizadas pelo coração”, com poucos recursos financeiros, mas com muita vontade de ajudar, sem medir esforços. O motivador disso tudo foi a vontade imensa de fazer a diferença e ajudar, pelo simples prazer de ver um sorriso e de amar o próximo.
Nunca houve, e nunca haverá qualquer diferencial por raça, condição social ou localização geográfica, afinal, coração e boa vontade caminham de mãos dadas, movidos pela simples atitude de amar ao próximo.
Assim nasceu a raiz da Brasil Ideal, da qual Maurício Le Petit é fundador e presidente. |
| 1986 |
