2007

O “nascimento” da Brasil Ideal.

Em verdade a Brasil Ideal começou a ser pensada como uma entidade legalmente constituída no final de 2006.

Maurício Le Petit e Celso Barbatti, amigos de outros projetos, resolveram saber mais sobre como dar caráter formal a atos e atitudes individuais que ambos praticavam já de longa data.

Coisas feitas por amor, mas sem organização.

Assim, buscaram conhecer, saber e se informar sobre o seguimento que envolve o Terceiro Setor, as ONGs, pois Celso tinha uma pessoa muito envolvida com esse tema.

Motivados pelo que ouvimos e baseados em possibilidades de fazer acontecer o bem aos menos favorecidos e de maneira organizada e, se possível, em maior escala, ambos passaram uma semana trancados no escritório de Maurício, lendo o que já existia sobre o assunto, tomando ciência de aspectos legais e buscando a interpretação da Lei para o setor. É importante salientar que Celso é advogado, portando, seu conhecimento foi muito importante na elaboração do estatuto da Brasil Ideal.

Aliás, alguns nomes foram sugeridos e, após algum tempo, Maurício teve a idéia de criar essa denominação. O nome era e é forte, e deixa claro exatamente o objetivo a ser alcançado: um Brasil Ideal, onde pessoas com menos oportunidades de estudo tivessem a chance de estudar e aprender outras profissões, etc.

Definido o nome, Maurício partiu para a elaboração da logomarca da entidade; desejava-se deixar bem claro quais áreas se buscava atender e, também, o que não se desejava fazer.

Crianças, adultos, deficientes físicos, moradia, entre outros, foram adicionados a esse logo, o qual carrega ainda a mensagem do bambu, este presente nas paredes da casa que compõe parte do mesmo.

O bambu; porque o bambu?  No final deste texto, mostraremos o quanto o bambu influenciou, e influencia, a Brasil Ideal.

Continuando, Maurício e Celso fizeram todos os procedimentos legais necessários para a constituição legal da Brasil ideal e, logo a entidade estava documentalmente preparada. Faltava a fundação efetiva, seguindo os ritos da lei.

Assim, com a ajuda do amigo-irmão Murilo Santamaría, obtivemos o apoio de um novo amigo: Habib. Dono de um importante hotel na cidade de Campinas, Habib apoiou o nascimento da Brasil Ideal, cedendo a sala para a reunião de fundação, e oferecendo suporte a todos, através de uma farta mesa de apoio.

Conforme consta em ATA de Fundação, nascia a Brasil ideal:

“Às 20:00 horas do dia 24 de Janeiro de 2007, à Avenida Júlio de Mesquita, nº. 115 – em dependências do Noumi Hotel, sala Afâmia, conforme assinaturas constantes da Lista de Presença, a ser adicionada á folha 01 do livro de Atas, foi oficialmente aberta a Assembléia Geral de Fundação da Organização Não Governamental, ONG, BRASIL IDEAL, com sede a Rua Dª. Rosa de Gusmão, nº. 1211, bairro Castelo, na Cidade de Campinas - SP, com duração ilimitada.”

Participaram dessa fase muitos amigos e familiares, os quais nos apoiaram de maneira depreendida e idônea.

 E, a partir daí, seguiu-se a “receita” do Bambú, que agora compartilhamos com você; boa leitura.

As 7 Verdades do Bambú

Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa de seu avô, o chamou para a varanda e falou:
 

Vovô corre aqui! Explica-me como essa figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para balançar seu tronco se quebrou, caiu com o vento e com a chuva… este bambu é tão fraco e continua de pé?

 
Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.

 
A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.

 
Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.

 
Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasçam outros ao seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.

 
A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.

 
A quinta verdade é que o bambu é cheio de “nós” (e não de eu’s). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.

 
A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.

Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é exatamente o título do livro: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto. Essa é a sua meta.

Texto tirado de: http://penetral.blogspot.com/2007/12/histria-do-bambu-chins.html



A História do Bambu Chinês

Autor: Karma Tsultrim Gyamtso


Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente cinco anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo.


Durante cinco anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Então, no final do 5º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros. Um escritor de nome Covey escreveu:


"Muitas coisas na vida pessoal são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e às vezes não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu quinto ano chegará, e com ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava..." O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos e de nossos sonhos.


Em nossos relacionamentos especialmente, que é um projeto fabuloso que envolve mudanças de comportamento, de pensamento, de cultura e de sensibilização, devemos sempre se lembrar do bambu chinês para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão. Procure cultivar sempre dois bons hábitos em sua vida: a Persistência e a Paciência, pois você merece alcançar todos os seus sonhos. "É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão".

Texto tirado de: http://rebelheartbr.wordpress.com/2009/06/06/as-7-verdades-do-bambu/

E assim é a Brasil ideal; por anos trabalhando com humildade, para crescer ininterruptamente no momento certo e nos curvando diante de tempestades, para voltar ao firme propósito estabelecido em estatuto logo após.